Dra. Clarissa Almeida · Neuropediatra
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TEA

Sinais de autismo: o que os pais podem observar

Por Dra. Clarissa Almeida · Médica Neuropediatra · CRM-RJ 52.90649-2 · RQE 23663 | 47273

Publicado em · Atualizado em

Poucas dúvidas trazem tanta angústia aos pais quanto esta: "será que meu filho pode ser autista?". Se essa pergunta trouxe você até aqui, a primeira coisa que quero dizer é: observar é um ato de cuidado, não de alarme. E nenhum sinal isolado define um diagnóstico.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve, em graus muito variados, diferenças na comunicação social e padrões restritos ou repetitivos de comportamento e interesses. Como é um espectro, cada criança autista é única, e é justamente por isso que a avaliação individualizada importa tanto.

Sinais precoces, por idade

Até 12 meses Pouco contato visual, não responder de forma consistente ao nome, pouco interesse em jogos sociais como "cadê–achou", não apontar para mostrar o que quer.
12–18 meses Não compartilhar interesse (olhar para o objeto e depois para o adulto), poucos gestos como dar tchau, atraso nas primeiras palavras, brincar pouco de faz de conta.
18–24 meses Preferência marcante por brincar sozinha, alinhar ou girar objetos repetidamente, movimentos repetitivos (como balançar as mãos), reações intensas a sons, texturas ou mudanças de rotina.
Em qualquer idade Perda de habilidades já adquiridas (palavras que a criança falava e deixou de falar, por exemplo) sempre merece avaliação, sem espera.

Importante: muitos desses comportamentos aparecem, em algum grau, em crianças com desenvolvimento típico. O que chama atenção é o conjunto, a intensidade e a persistência dos sinais, não um episódio isolado. Por isso, a avaliação profissional é o caminho para sair da dúvida.

Por que avaliar cedo faz diferença

O cérebro nos primeiros anos de vida tem enorme capacidade de aprendizado. Quando o TEA é identificado cedo, as intervenções (fonoaudiologia, terapia ocupacional, acompanhamento comportamental, orientação à família) aproveitam essa janela e apoiam o desenvolvimento da criança de forma muito mais efetiva.

Na consulta, a investigação é feita com calma: história detalhada do desenvolvimento, observação da criança em situações de brincadeira e instrumentos de rastreio validados. Quando o diagnóstico se confirma, a família recebe explicações claras e um plano de cuidado, e quando não se confirma, recebe algo igualmente valioso: tranquilidade e um acompanhamento para seguir de perto.

Seja qual for o resultado, o objetivo é o mesmo: entender como aquela criança se desenvolve e garantir que ela receba o apoio de que precisa para florescer do seu próprio jeito.

Dra. Clarissa Almeida
Dra. Clarissa Almeida

Médica Neuropediatra · CRM-RJ 52.90649-2 · RQE 23663 | 47273. Formada pela UFRJ, com residências em Pediatria e Neurologia Pediátrica no IPPMG/UFRJ. Atende na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Conheça a Dra. Clarissa →

Percebeu alguns desses sinais? Uma avaliação no tempo certo faz diferença.

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